Judô e skate: brasileiros ganham 3 medalhas em 17 minutos

Judô e skate: brasileiros ganham 3 medalhas em 17 minutos

Em um domingo de bons resultados para o esporte brasileiro, atletas celebram dois pódios no tatame (prata e bronze) e outro na pista do skate street (mais um bronze)

EUGENE HOSHIKO/AP
Willian Lima não estava na lista de favoritos, mas acreditava que tinha condições de subir ao pódio; bela campanha e medalha no peito

O judoca Willian Lima superou fortes adversários e ficou com a prata ao perder a final para o japonês Hifumi Abe. Ainda nos tatames, Larissa Pimenta saiu da repescagem para conquistar o bronze. Nas pistas, Rayssa Leal fez manobra perfeita e ficou com o terceiro lugar.

Depois de passar o sábado, primeiro dia oficial de disputa por medalhas nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, sem nenhum pódio, o Time Brasil proporcionou três celebrações em curtíssimo espaço de tempo, ontem. Em 17 minutos, o domingo do torcedor brasileiro teve muita vibração com os bronzes conquistados por Rayssa Leal no skate street e pela judoca Larissa Pimenta na categoria até 52 kg, além da prata de Willian Lima, também no judô, entre os competidores de até 66 kg.

Os eventos simultâneos dividiram a atenção nas transmissões oficiais de TV e streamings e causaram ansiedade em quem acompanhava e torcia para o bom desempenho dos brasileiros. O maior drama se desenhava na disputa do skate street, na qual Rayssa Leal foi aquém do esperado em sua nota da etapa de voltas e mostrava dificuldades para se recuperar na fase de manobras individuais.

Enquanto a maranhense de 16 anos penava para conseguir alcançar as notas das adversárias, estacionada na quinta posição, Willian Lima entrava no tatame para a disputa da final do judô masculino na categoria até 66 quilos, na Arena Campo de Marte. A medalha do judoca já estava garantida, restava saber a cor.

GRANDE DIA. Lima não pertencia à lista de favoritos para chegar até a decisão antes do início do evento na capital francesa, mas superou fortes adversários para chegar à decisão. O paulista de Mogi das Cruzes, que em sua carreira como judoca já defendeu as cores do Palmeiras e hoje é atleta do Clube Pinheiros, perdeu o ouro para o japonês Hifumi Abe, agora bicampeão olímpico, às 13h01 (horário de Brasília), e ficou com a medalha de prata.

Durante a final, o judoca brasileiro não conseguiu encaixar os golpes e viu o japonês ser mais agressivo. Não demorou para o primeiro wazari a favor de Abe. Pouco depois, outro wazari sacramentou a derrota do brasileiro para o judoca japonês no tatame francês.

Severo com seu próprio desempenho, Lima ficou frustrado

“Eu falei para o meu filho que iria colocar uma medalha no pescoço dele. E cumpri.”

Willian Lima, judoca

“Fiz tudo que estava ao meu alcance porque queria me sentir merecedora.”

Larissa Pimenta, judoca

“Eu entendi qual é o peso da Olimpíada. Por isso a gente acaba se cobrando mais”

Rayssa Leal, skatista

com a derrota na final. “Fica um traço de tristeza pela prata, sabendo que tinha condições. Mas eu falei para o meu filho que iria colocar uma medalha no pescoço dele. E cumpri”, disse o brasileiro.

Na Arena La Concorde, onde são disputadas as provas de esportes radicais e também do breaking, Rayssa continuava sua batalha contra o nervosismo. Quando a maranhense esperava o desempenho das outras competidores depois de assumir o terceiro lugar, mais uma medalha brasileira saiu na Arena Campo de Marte. Às 13h17, a judoca brasileira Larissa Pimenta, que havia saído da repescagem, levou o bronze ao superar a forte italiana Odette Giuffrida após uma grande campanha de superação.

Larissa foi quem ficou mais perto de encaixar golpes. A brasileira recebeu duas punições. O empate persistiu levando a decisão do bronze ao golden score. Larissa não conseguiu encaixar o golpe, mas a adversária recebeu três punições e foi derrotada.

Essa foi a segunda Olimpíada de Larissa, mas a primeira em que sai com uma medalha no peito. “Em Tóquio, sai com um vazio muito grande. Percebi que merecia mais do que só participar (…). Me senti merecedora disso (da medalha). Desde o momento que cheguei aqui, eu fiz tudo que estava ao meu alcance porque queria me sentir merecedora. Tive uma consequência muito boa”, afirmou a brasileira.

Passado um minuto da conquista de Pimenta, às 13h18, foi confirmado o bronze de Rayssa Leal com uma manobra perfeita, um “flip rock”, no lugar do “flip smith”, que poderia lhe dar a prata, mas se ela caísse, ficaria sem medalha. Ela se derramou em lágrimas ao ouvir a notícia.

“Eu entendi qual é o peso da Olimpíada. A gente veio aqui com outro foco, outra mentalidade, outro objetivo. Todo mundo queria se divertir, mas também queria o ouro, e eu não era diferente. Por isso a gente acaba se cobrando um pouco mais, por entender o que a Olimpíada é”, disse a brasileira, que com a prata em Tóquio-2021 e o bronze em Paris2024, se consolida no mundo do esporte. Sai a Fadinha e chega de vez a Rayssa Leal. •

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