EUA sobem o tom e cobram resultados da Venezuela
- Internacional
- julho 29, 2024
- Comentários
- 111
O Departamento de Estado dos EUA subiu ontem o tom das críticas à Venezuela em meio à demora na divulgação dos resultados da eleição. O subsecretário de Estado para América Latina, Brian Nichols, escreveu em sua conta no X que as parciais precisavam vir a público para garantir a credibilidade do processo.
“Os eleitores venezuelanos compareceram em grande número para expressar sua vontade nas urnas. Cabe agora às autoridades eleitorais garantir a transparência e o acesso de todos os partidos políticos e da sociedade civil à tabulação dos votos e à publicação imediata dos resultados. A credibilidade do processo eleitoral depende disso”, disse Nichols.
Mais cedo, a vice-presidente e possível candidata democrata nas eleições presidenciais americanas, Kamala Harris, já havia defendido respeito à “vontade do povo venezuelano”. A declaração foi feita por meio de suas redes sociais.
“Os EUA estão com o povo da Venezuela, que expressou sua voz na histórica eleição presidencial de hoje (ontem)”, afirmou Kamala. “A vontade do povo venezuelano deve ser respeitada. Apesar dos muitos desafios, continuaremos a trabalhar em direção a um futuro mais democrático, próspero e seguro para a Venezuela.”
Os EUA apoiaram o Acordo de Barbados, assinado em outubro pelo governo de Maduro e pela oposição venezuelana. O documento atrelava a realização de eleições presidenciais livres e justas em troca do alívio das sanções econômicas ao chavismo, principalmente em relação ao petróleo.
Desde o fechamento do acordo, porém, Maduro vinha dando sinais de que não pretendia cumpri-lo, incluindo o veto generalizado a candidatos de oposição. Tanto que o governo do presidente Joe Biden decidiu, em abril, retomar as sanções ao petróleo venezuelano. •
EUA suspenderam sanção ao petróleo venezuelano após Acordos de Barbados, mas retomaram neste ano